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O CRIME MISTERIOSO DO BANDIDO CRITERIOSO – roberto prado e alexandre costa

Publicado em

{LEIA AQUI O CAPÍTULO I}

CAPÍTULO II

(Som de badaladas de um carrilhão)
[na delegacia: 9:50h da manhã do dia seguinte]

Dr. Epiphanio Luzico (espantado) Eriberto veja essa notícia ocorreu outro crime bárbaro esta madrugada na esquina da Rua Rego Souto com a Rua Das Caixas. Mas dessa vez a vítima estava marcada a faca com as iniciais BB… (interrompido por Eriberto)

Eriberto da Costa – Meu DEUS, agora o Banco do Brasil está mutilando os inadimplentes?

Dr. Epiphanio Luzico – Deixe de ser idiota Eriberto, se os bancos pudessem fazer isso, o que poderiam fazer os delegados com seus assistentes? Deixe-me terminar de ler a notícia. Ouça com atenção as iniciais estavam exatamente no local do coração. Veja Eriberto sua Besta, este é um crime totalmente diferente de tudo que já presenciei em meus 45 anos de serviços prestados como policial.

Eriberto da Costa – Com certeza um crime misterioso Dr. Epiphanio! – diz estourando uma bola de chiclete.

 (música de suspense enquanto o comentarista fala)

Comentarista – Eriberto é investigador de polícia e menino de recados do Dr. Epiphanio desde que começou a trabalhar na delegacia, há quinze anos. Eriberto guarda um segredo que nem mesmo Dr. Epiphanio sabe ou imagina saber.

(baixa a música)
(som de um punho batendo no tampo da mesa)

Dr. Epiphanio Luzico – (rosna sarcasticamente) Sim Eriberto. Como sempre você é um mestre em dizer o óbvio o tempo todo. Antes de se manifestar gaguejando alguma estultice, prepare-me um conhaque.

(som de copo sendo cheio)

Eriberto da Costa – E isso é bom doutor Epiphanio?  (Dr. Epiphanio Luzico rosna) Devo ir investigar?

(som do copo sendo jogado contra a parede)

Dr. Epiphanio Luzico – Não! Espere aqui que o assassino deve se entregar em poucos minutos. – (começa a tossir)

Eriberto Costa – Doutor Epiphanio assim o senhor vai acabar se engasgando outra vez com a dentadura.

Dr. Epiphanio Luzico – Ora seu, seu, seu…(tosse mais forte)

(sons de passos, objetos caindo no chão, e porta batendo)
(música incidental)
(sons de tráfego, carros passando, buzinando, passarinhos)

Eriberto Costa – O Doutor está ficando velho, quando que ele deixaria que eu fosse sozinho fazer uma investigação? Daqui ainda dá para se ouvir a tosse dele (bem baixo o som de tosse) Sei não, mas acho que o doutor não chega vivo à aposentadoria…

(som de escapamento de carro)

Eriberto Costa – Meus Deus, estão querendo me matar (som de passos correndo)

(Música incidental)

FIM DO SEGUNDO CAPÍTULO

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  1. Mize um dia, um dia quem sabe, vc também ouvirá essa novela,oremos!

    Responder
  2. Imagino a realidade, como não deve ser. O “doutor” precisa se controlar mais, ou não vejo o último capítulo.

    Até aqui, tudo muito interessante à nível de Sherlock Holmes.

    Um conto que deixa um suspense e tanto.

    Parabéns!

    Mirze

    Responder

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